Quando a escritora
britânica J.k. Rowling publicou o primeiro da série de sete livros, Harry
Potter e a Pedra Filosofal pela editora Bloomsbury em 1997, não era esperado
que fosse o início da longa jornada do bruxo mais famoso do mundo. No entanto,
foi o que aconteceu. Mesmo após rejeições de tantas editoras, Rowling não
desistiu, se tornando então a primeira escritora bilionária com sua escrita.
Mas, isso é tudo o que conseguimos extrair de tantos livros sobre um jovem bruxo com uma cicatriz na testa? Além de feitiços e lições de amizade, Harry Potter influenciou milhares de jovens leitores, que a partir de suas histórias, passaram a se interessar cada vez mais pela leitura.
Mas, isso é tudo o que conseguimos extrair de tantos livros sobre um jovem bruxo com uma cicatriz na testa? Além de feitiços e lições de amizade, Harry Potter influenciou milhares de jovens leitores, que a partir de suas histórias, passaram a se interessar cada vez mais pela leitura.
O universo bruxo é, sem dúvidas, um dos
maiores sucessos literários de todos os tempos, incorporando uma escrita
envolvente e acessível ao seu público infanto-juvenil. Crianças entre 9 e 15
anos não só passaram a tocar em livros com maior frequência, como também em
livros mais longos. Em uma pesquisa realizada por Briana Shemroske, as páginas
dos livros para essa mesma faixa etária aumentaram 115% em relação a 2006. E
claro que a série de livros Harry Potter foi uma das responsáveis por esse
interessante progresso.
Mas o que tem de tão
especial nesses livros?
Cheguei à conclusão
de que o sucesso não fora consequência somente da escrita espontânea de J.K.
Rowling, mas especialmente da conexão feita entre o jovem leitor e os alunos de
uma escola de bruxaria, a tão amada - ainda que perigosa - Hogwarts. Uma certa compreensão
mútua do que acontece em escolas, independente do ensino - seja de magia ou
não -, há sempre intrigas, paixões, confusões pelos corredores, amizade e
obstáculos num ambiente onde os jovens passam a maior parte do dia. Então,
ainda que o número de páginas tenha aumentado, Rowling não deixou folhas em
branco, ela colocou o leitor para pensar em questões como lealdade, respeito e
tolerância no decorrer de uma história cativante.
Conversei com
Christine Bustamante a respeito, a qual conheci em um grupo de fãs de Harry
Potter no Facebook. Ela tem 21 anos, cursa direito na PUC-Rio e na entrevista
abaixo, ela fala um pouco da sua relação com esse universo fictício.
Quem a apresentou primeiramente ao
mundo bruxo de J.K Rowling?
Christine - Minha amiga tinha acabado de ler o
primeiro livro, e falava o tempo todo sobre ele, então pra ela parar de me
contar acabei pedindo emprestado e me apaixonei. Dali pra frente era eu que não
parava de falar de Harry Potter. Eu devia ter uns 9 anos, então não era muito
fácil me prender em algo, e minha mãe duvidou que eu fosse ler todos os livros
que pedi, agora não lembro, mas acho que nem tinham lançado todos os livros da
série. Enfim, surpreendi minha mãe e minha amiga, pois li todos os livros antes
dela e comecei a me interessar por outros tipos de literatura, como o romance
por exemplo, mas nada supera os livros sobre o melhor universo bruxo já criado!
Como foi a sua primeira experiência
com um livro do Harry Potter?
Christine - Foi como descobrir que eu tinha
asas, pois eu viajei sem sair de casa.
A J.K. usa da
fantasia de Harry Potter para falar de questões muito importantes, como o não
ao bullying, a importância da lealdade e da amizade, a honestidade e
principalmente a capacidade de amar.
Qual foi sua primeira impressão do
livro?
Christine - No início achei que era uma história
clichê, mas ainda no primeiro capítulo notei que não poderia ser mais original!
Achou uma leitura cansativa ou leve?
Christine - Leve, pois a escrita da J.K. não é
super complicada, e o uso de palavras em latim desperta curiosidade deixando os
leitores ainda mais interessados. E por ser uma história bem original o final
de cada livro é sempre um mistério, fazendo com que os leitores devorem os
livros consumidos de euforia e curiosidade.
Depois do primeiro livro, você quis
continuar com a série?
Christine - Sim, li todos da série principal e
todos do universo de Harry Potter.
Como você diria que Harry Potter
mudou seu hábito de leitura?
Christine - Mudou
totalmente, pois antes eu só lia quadrinhos!
Harry Potter me fez
perder o medo de grandes livros, então quando terminei de ler o quarto (O
Cálice de Fogo), procurei outros livros de ficção e depois me encontrei nos
romances, que é meu estilo preferido.
Você aconselharia alguém a ler Harry
Potter? Por quê?
Christine - Sim, claro! pois já é comprovado
que a geração que leu Harry Potter é uma geração mais generosa, compreensiva,
tolerante e leal, pois a J.K. não fala diretamente sobre esses temas, estes
estão inseridos em toda a série!

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