É essencial possuir em uma boa estante de livros um pouco de literatura fictícia. Seja para fazer uma pausa de leituras fatigantes, ou s...

Os 10 livros de ficção mais vendidos da história


É essencial possuir em uma boa estante de livros um pouco de literatura fictícia. Seja para fazer uma pausa de leituras fatigantes, ou simplesmente fugir da realidade por um tempo. A questão é: em qual aventura embarcar? Dentre tantas obras de ficção, escolher se torna uma tarefa difícil. No entanto, alguns se destacaram no decorrer de gerações, cativando milhares de leitores ao redor do mundo.
A lista a seguir conta com os 10 livros de ficção mais vendidos da história que se tornaram verdadeiros fenômenos da literatura.

1 - Dom Quixote
(Miguel de Cervantes)

Escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes e publicado em 1605, o livro narra os feitos do ingênuo -ainda que louco- cavaleiro medieval Dom Quixote, que ao lado de seu fiel escudeiro Sancho Pança e seu cavalo Rocinante, parte em busca de sua donzela imaginária Dulcineia de Toboso. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 500 e 600 milhões de cópias.

2 - O Conde de Monte Cristo
(Alexandre Dumas)

Obra do francês Alexandre Dumas, "O Conde de Monte Cristo" foi publicado em 1844 e se tornou um dos clássicos mais celebrados da literatura universal. O livro narra a trama do jovem marinheiro Edmond  Dantès. Preso injustamente, ele resolve escapar da prisão e vingar-se dos verdadeiros culpados por sua tragédia. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 200 e 250 milhões de cópias.

3 - Um Conto de Duas Cidades
(Charles Dickens)

Considerado o mais popular romancista da era vitoriana, o escritor inglês Charles Dickens publicou "Um Conto de Duas Cidades" em 1859. A história narrada aborda temas diversos como a culpa, a vergonha e a retribuição, tratando da realidade tanto da Inglaterra quanto da França revolucionária. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 180 e 250 milhões de cópias.

4 - O Pequeno Príncipe
(Antoine de Saint-Exupéry)

O livro infantil "O Pequeno Príncipe" foi publicado pelo escritor, ilustrador e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry em 1943. Embora seja encarado inicialmente como um  livro para crianças, a narrativa se demonstra um tanto adulta, apresentando uma visão de mundo diferenciada, guiando o leitor a recordar sua própria infância. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 150 e 180 milhões de cópias.

5 - O Senhor dos Anéis
(J.R.R. Tolkien)

A trilogia "O Senhor dos Anéis", dividida em três volumes (A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei) é um clássico da ficção fantástica publicada entre 1954 e 1955. Os livros narram os confrontos entre as raças da Terra-Média, um universo inteiro criado pelo escritor britânico J.R.R. Tolkien. O objetivo da jornada feita pelo grupo "a sociedade do anel" é impedir que o Um Anel retorne à seu criador, Sauron, levando-o a Mordor, para então destruí-lo nas chamas que o forjaram. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 150 e 170 milhões de cópias.

6 - Harry Potter e a Pedra Filosofal
(J.K. Rowling)

O primeiro volume da série de sete livros do universo bruxo de J.K. Rowling, "Harry Potter e a Pedra Filosofal", foi publicado em 1997. O livro infanto-juvenil narra a história de Harry Potter, um menino nada comum que vive com seus tios e seu primo, que nunca o deixam em paz. Até que tudo muda para ele, quando de repente, recebe uma carta contendo um convite para ingressar em uma escola de magia e bruxaria. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 110 e 130 milhões de cópias.

7 - O Caso dos Dez Negrinhos
(Agatha Christie)

Escrito por Agatha Christie, também conhecida como a "Rainha do Crime", "O Caso dos Dez Negrinhos" foi publicado em 1939. O livro narra a história de dez pessoas que são convidadas a passar um fim de semana em uma ilha. Na primeira noite, é ouvida uma voz que acusa cada um deles de um crime cometido no passado que levaram à morte de outras pessoas. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 90 e 120 milhões.

8 - O Sonho da Câmara Vermelha
(Cao Xueqin)

Uma das obras-primas da literatura chinesa, o romance "O Sonho da Câmara Vermelha", de Cao Xueqin, foi publicado em 1791. O livro descreve detalhadamente a aristocracia chinesa da época. Acredita-se que o autor estaria fazendo uma autobiografia, narrando o destino de sua própria família. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 80 e 100 milhões de cópias.

9 - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
(C.S. Lewis)

Publicado em 1950, o romance infantil "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", do escritor britânico C.S. Lewis, narra a maravilhosa aventura de quatro irmãos que, ao atravessarem um guarda-roupa mágico, acabam entrando em mundo mágico chamado Nárnia, cujos habitantes são criaturas como centauros e animais falantes. Lá eles descobrem seu destino, amadurecem e aprendem um com o outro. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 75 e 90 milhões.

10 - Ela, a Feiticeira
(Henry Rider Haggard)


O best-seller "Ela, a Feiticeira", do escritor britânico Henry Rider Haggard, foi publicado originalmente em 1887. O livro narra as aventuras de Leo Vincey e Horace Holly, dois amigos em uma região inexplorada da África, onde a misteriosa feiticeira chamada Ela governa uma civilização perdida. Estima-se que as vendas tenham alcançado entre 70 e 80 milhões de cópias.

Referências:  

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Com a rotina contemporânea cada vez mais acelerada e o avanço da tecnlogia móvel, os audiolivros ganharam um espaço significativo na vida co...

Livros para ouvir

Com a rotina contemporânea cada vez mais acelerada e o avanço da tecnlogia móvel, os audiolivros ganharam um espaço significativo na vida cotidiana. A produção de livros através de áudios conta com a dramatização dos locutores, que por vezes são os próprios autores ou até mesmo celebridades, tornando a "leitura" mais interessante.
De 2015 a 2016, o volume de vendas de exemplares dessa produção aumentou em 18,2% nos Estados Unidos, arrecadando cerca de 2,1 milhões de dólares. No Reino Unido, esse mercado cresceu cerca de 170% em cinco anos. Entretanto, apesar da sua popularidade no exterior, os audiolivros não possuem tanta força no Brasil, sendo o principal motivo a falta de obras disponíveis em português.


Enquanto nos Estados Unidos foram produzidos cerca de 350 mil audiolivros em 2014, no mesmo ano foram produzidos, no Brasil, apenas 700. Contuto, com a chegada da principal empresa no mercado de títulos narrados, a Audible, ao Brasil, é possível que esse cenário mude. As apostas da empresa são de que a moda pegue, principalmente entre o público que tem o costume de ouvir podcasts, mas pode ser um movimento arriscado, já que esse tipo de produção é tão cara quanto fazer livros físicos e entre os brasileiros nunca houve esse hábito.
Referências: Revista Piauí edição 134, 12 de Novembro de 2017, pp.8
https://startupi.com.br/2015/01/audiolivros-um-mercado-em-crescimento-e-emergente/ acesso em: 29/11/2017
http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/amazon-prepara-chegada-do-audible-ao-brasil/ acesso em: 29/11/2017

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É fato que o jornal impresso tem passado por tempos difíceis. Querendo saber mais sobre as dificuldades de manter um jornal, nós do Espaço G...

Entrevista com Sandro Genaro

É fato que o jornal impresso tem passado por tempos difíceis. Querendo saber mais sobre as dificuldades de manter um jornal, nós do Espaço Gráfica entrevistamos Sandro Genaro, fundador do Jornal Interação no Rio de Janeiro. 


EG: Nos fale um pouco sobre seu trabalho. 
SG: Hoje, no meu jornal, além de escrever matérias, também faço vendas e cuido da qualidade gráfica.Também sou diretor executivo da Associação Brasileira de Mídias Evangélica (ABME). Na ABME, faço um trabalho de captação de recursos financeiros e cuido dos interesses das mídias, jornais, rádios, TVs, revistas e sites. Participo de muitos eventos, tais como rodadas de negócios, feiras, exposição. Já entrevistei vários artistas e os últimos dois presidentes do Brasil pessoalmente. Viajo o Brasil participando de eventos e implantando a ABME nos Estados.

EG: Como foi o processo da fundação do jornal?
SG: Eu trabalhava em uma editora, porém a editora faliu e não pagou ninguém. Então, resolvi pesquisar sobre jornais evangélicos, e descobri que não havia muitos; na Baixada Fluminense, onde moro, só existia um. Foi quando comecei a procurar o comércio local e apenas com um rascunho daquilo que viria a ser um futuro Jornal, comecei a vender espaço publicitário no pseudo jornal (pois só existia na minha cabeça até então). Um detalhe, eu pedia pagamento à vista de pessoas que não me conheciam, e eles acreditavam em mim, me pagavam na hora. Assim, depois de um mês vendendo espaço pra um jornal que ainda não existia, nasceu o primeiro exemplar do Jornal Interação. Final de outubro, com a capa da 1ª edição no mês de Novembro/2004.

EG: Quais são as diferenças (do jornal, do mercado etc) de 2004 pra cá?
SG: A grande diferença está na velocidade da informação. De 2004 até mais ou menos 2010, no Brasil, as informações ainda não corriam com a velocidade que se corre hoje. Por exemplo, uma notícia na manhã, pode ser velha à tarde. Com isso, o mercado publicitário mudou o foco em investimentos, passaram a investir muito mais nas mídias sociais, redes e web. Os jornais convencionais tendem, também, a ter suas redes sociais, senão morrem. Até 2010, eu tinha como anunciantes TODAS as grandes editoras e gravadoras do Brasil, tinha empresas de várias partes do Brasil, e até mesmo cliente nos EUA. Hoje, tenho que "rebolar" muito, muito mesmo, para manter o jornal em circulação. As bancas não vendem o suficiente - não vendem nem os grandes jornais, que dirá os menores.

EG: Como você faz para vender hoje em dia?
SG: Hoje, vendo para o cliente pontual. O que significa? Significa aquele que tem que anunciar um produto ou serviço de forma direta e única, ou seja, uma ação isolada. E eu construí muitos relacionamentos, e é com esse relacionamento que trabalho hoje. Meus clientes confiam mais no meu trabalho pessoal. É esse nível que tem que ser construído, confiança.

EG: Você acha que há possibilidade de o Jornal Interação migrar para o digital?
SG: Sim, claro! O jornal já está no Facebook, Instagram, Twitter. Só estou reformulando a página da web - mas já tinha aproximadamente 50 mil visitas quando estava ativa.

EG: E o fim do Jornal Interação impresso, passando a ser 100% digital: isso pode acontecer?
SG: Pode sim. Na verdade, estou planejando a migração para o fim de 2018.

EG: Alguma dica pra quem está começando no jornalismo? 
SG: Sim. Seja imparcial, seja profissional, seja amante da notícia verdadeira. Não escolham um lado, branco ou preto, norte ou sul, esquerda ou direita. Sejam jornalistas na essência, busquem sempre a verdade com imparcialidade de fatos. Não admitam censura! Sejam honestos ao jornalismo.

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Uma questão tem deixado o mundo literário em polvorosa nos últimos anos.  Com o crescimento da era digital, tudo hoje em dia é mais f...

Livros digitais: seria o fim dos livros impressos?



Uma questão tem deixado o mundo literário em polvorosa nos últimos anos. 
Com o crescimento da era digital, tudo hoje em dia é mais fácil: pagar contas, fazer compras, estudar... Outra coisa também está mais ao alcance - os livros. 
Chamados "e-books", os livros digitais podem ser comprados da mesma forma que um livro físico seria. Mas tem diferenças: o preço é mais baixo, a mobilidade é mais fácil e a leitura é mais fluida, segundo alguns leitores adeptos aos e-books. Estes são lidos por um aparelho parecido com um tablet, e tem diferentes marcas - Kindle, Lev etc -, tamanhos e modelos. 
Os e-books têm trazido benefícios que não eram disponíveis antes, como, por exemplo, a publicação independentes de novos autores. Como é muito difícil entrar para o mercado literário, a Amazon (site em que os e-books independentes são vendidos majoritariamente) tem aberto o caminho para muitos autores. Além disso, tem permitido que pessoas com baixas condições leiam com mais frequência, dado os preços acessíveis. 

Contudo, a digitalização dos livros também traz seu lado ruim: a crescente pirataria. A facilidade de reproduzir os textos e disponibilizar para download tem agradado àqueles que não querem pagar caro por um livro impresso. Essa solução tem promovido a leitura entre os jovens, por um lado, mas da forma errada.
Então, com essa facilidade atual de ler barato e em qualquer lugar, um receio se instalou: será que o os e-books vão tomar o lugar dos livros impressos?

foto: annie (@queriaseralice no instagram)


Os dados atuais mostram que não. Na verdade, é possível que os e-books tenham um fim mais próximo do que se imagina.
No ano passado, 2016, os livros digitais movimentaram R$ 42,5 milhões no Brasil, o que corresponde a 1,09% do mercado total de livros no país. As vendas cresceram em 2015, mas caíram logo depois - e é esperado que continue caindo. 
Já os livros físicos continuam constantes em suas vendas, mesmo com o aumento dos preços e a inflação nos últimos anos. Por que isso acontece? 
Uma breve pesquisa de foco realizada com alguns leitores trouxe a resposta: o valor sentimental com o livro impresso conta muito. Para eles, é essencial ter os livros em suas respectivas estantes.
Sendo assim, o mercado do livro impresso tem seus clientes fixos. Já os e-books, nem tanto.


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Quando a escritora britânica J.k. Rowling publicou o primeiro da série de sete livros, Harry Potter e a Pedra Filosofal pela editora ...

Harry Potter e a geração de jovens leitores



Quando a escritora britânica J.k. Rowling publicou o primeiro da série de sete livros, Harry Potter e a Pedra Filosofal pela editora Bloomsbury em 1997, não era esperado que fosse o início da longa jornada do bruxo mais famoso do mundo. No entanto, foi o que aconteceu. Mesmo após rejeições de tantas editoras, Rowling não desistiu, se tornando então a primeira escritora bilionária com sua escrita.
Mas, isso é tudo o que conseguimos extrair de tantos livros sobre um jovem bruxo com uma cicatriz na testa? Além de feitiços e lições de amizade, Harry Potter influenciou milhares de jovens leitores, que a partir de suas histórias, passaram a se interessar cada vez mais pela leitura.
 O universo bruxo é, sem dúvidas, um dos maiores sucessos literários de todos os tempos, incorporando uma escrita envolvente e acessível ao seu público infanto-juvenil. Crianças entre 9 e 15 anos não só passaram a tocar em livros com maior frequência, como também em livros mais longos. Em uma pesquisa realizada por Briana Shemroske, as páginas dos livros para essa mesma faixa etária aumentaram 115% em relação a 2006. E claro que a série de livros Harry Potter foi uma das responsáveis por esse interessante progresso.
Mas o que tem de tão especial nesses livros?
Cheguei à conclusão de que o sucesso não fora consequência somente da escrita espontânea de J.K. Rowling, mas especialmente da conexão feita entre o jovem leitor e os alunos de uma escola de bruxaria, a tão amada - ainda que perigosa - Hogwarts. Uma certa compreensão mútua do que acontece em escolas, independente do ensino - seja de magia ou não -, há sempre intrigas, paixões, confusões pelos corredores, amizade e obstáculos num ambiente onde os jovens passam a maior parte do dia. Então, ainda que o número de páginas tenha aumentado, Rowling não deixou folhas em branco, ela colocou o leitor para pensar em questões como lealdade, respeito e tolerância no decorrer de uma história cativante.
Conversei com Christine Bustamante a respeito, a qual conheci em um grupo de fãs de Harry Potter no Facebook. Ela tem 21 anos, cursa direito na PUC-Rio e na entrevista abaixo, ela fala um pouco da sua relação com esse universo fictício.


Quem a apresentou primeiramente ao mundo bruxo de J.K Rowling?
Christine - Minha amiga tinha acabado de ler o primeiro livro, e falava o tempo todo sobre ele, então pra ela parar de me contar acabei pedindo emprestado e me apaixonei. Dali pra frente era eu que não parava de falar de Harry Potter. Eu devia ter uns 9 anos, então não era muito fácil me prender em algo, e minha mãe duvidou que eu fosse ler todos os livros que pedi, agora não lembro, mas acho que nem tinham lançado todos os livros da série. Enfim, surpreendi minha mãe e minha amiga, pois li todos os livros antes dela e comecei a me interessar por outros tipos de literatura, como o romance por exemplo, mas nada supera os livros sobre o melhor universo bruxo já criado!

Como foi a sua primeira experiência com um livro do Harry Potter?
Christine - Foi como descobrir que eu tinha asas, pois eu viajei sem sair de casa.
A J.K. usa da fantasia de Harry Potter para falar de questões muito importantes, como o não ao bullying, a importância da lealdade e da amizade, a honestidade e principalmente a capacidade de amar.

Qual foi sua primeira impressão do livro?
Christine - No início achei que era uma história clichê, mas ainda no primeiro capítulo notei que não poderia ser mais original!

Achou uma leitura cansativa ou leve?
Christine - Leve, pois a escrita da J.K. não é super complicada, e o uso de palavras em latim desperta curiosidade deixando os leitores ainda mais interessados. E por ser uma história bem original o final de cada livro é sempre um mistério, fazendo com que os leitores devorem os livros consumidos de euforia e curiosidade.

Depois do primeiro livro, você quis continuar com a série?
Christine - Sim, li todos da série principal e todos do universo de Harry Potter.

Como você diria que Harry Potter mudou seu hábito de leitura?
Christine - Mudou totalmente, pois antes eu só lia quadrinhos!
Harry Potter me fez perder o medo de grandes livros, então quando terminei de ler o quarto (O Cálice de Fogo), procurei outros livros de ficção e depois me encontrei nos romances, que é meu estilo preferido.

Você aconselharia alguém a ler Harry Potter? Por quê?

Christine - Sim, claro! pois já é comprovado que a geração que leu Harry Potter é uma geração mais generosa, compreensiva, tolerante e leal, pois a J.K. não fala diretamente sobre esses temas, estes estão inseridos em toda a série!




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Interessados no processo de fabricação de livros, a equipe do Espaço Gráfica entrevistou Leo Arroniz, que trabalha na editora da UFR...

Entrevista com Leo Arroniz



Interessados no processo de fabricação de livros, a equipe do Espaço Gráfica entrevistou Leo Arroniz, que trabalha na editora da UFRJ  na área de produção gráfica, para descobrir mais sobre como os exemplares são feitos.

EG: Qual é o seu trabalho na editora? 
 LA:Fora as áreas de divulgação, comercialização e administração, que são subjacentes à produção do livro, aqui na Editora UFRJ nós temos dois setores diretamente ligados ao processo de editoração. Um é o setor de texto, onde se faz a preparação dos originais, a revisão do material e o diálogo com o autor sobre o conteúdo do livro. O outro é o setor de produção gráfica, onde eu trabalho, que fica responsável por dar forma ao livro: fazer o projeto, a diagramação, a capa etc.
Como aqui trabalhamos em equipe, eu posso tanto participar de cada uma dessas etapas ou ser incluído em apenas uma delas, dependendo de cada livro. Alguns eu participo desde pensar o formato, o layout e a tipografia até a prova final; alguns eu só diagramo a partir do projeto de outra pessoa, ou só participo da confecção da capa.
Como aqui é o setor gráfico, nós também estamos responsáveis por editar as imagens incluídas nos livros e por elaborar os cartazes e materiais visuais que a divulgação requisita seja pra um lançamento ou pra colocar nas redes sociais.
EG: Quais livros são produzidos na editora?
LA: Como a Editora UFRJ é uma editora universitária, os livros produzidos aqui são inteiramente de interesse da academia, alguns de autores clássicos e muitos frutos de teses de doutorado e dissertações de mestrado realizadas por pesquisadores de todo o Brasil. A prioridade são livros de teor científico, técnico, artístico, cultural, literário e didático que buscam difundir e expandir os diversos campos do conhecimento. Livros com fins comerciais, geralmente de ficção e entretenimento, não são publicados pela Editora.
EG: Como é o processo de fabricação de um livro? 
LA: Aqui, tudo começa com uma seleção anual, pelo conselho editorial, dos originais a serem publicados. Uma vez adquirido, esses originais são enviados ao setor de texto onde algum dos revisores será responsável por fazer a primeira leitura (preparação de texto ou copidesque) do livro, analisando não só os erros gramaticais, mas a coerência e coesão textual, a adequação das composições frasais, a fluidez da leitura como todo e mesmo a relevância de alguns trechos e a confirmação de alguns dados. Nesse processo, há um intenso diálogo entre o revisor e o autor, porque nenhuma alteração é feita sem a concordância deste.
Finalizado essa etapa, o texto vai para a diagramação, onde, no InDesign, será paginado e numerado. Aqui estabelecemos o tamanho da mancha gráfica (área de impressão do bloco de texto) e os tipos e estilos de cada uma das hierarquias textuais (corpo, título, subtítulo, citação, rodapé etc), que serão aplicadas respectivamente.
Uma vez finalizado, o texto diagramado volta para o setor de texto (seja impresso ou em pdf) para ser revisado, geralmente por dois profissionais diferentes. Aqui, o foco principal são questões pontuais como concordância e ortografia, erros de digitação, repetição de palavras, cacófatos etc.
Após isso, esse texto revisado retorna para o setor gráfico onde as emendas serão aplicadas ao arquivo do InDesign, e onde uma revisão da diagramação será realizada, evitando, por exemplo, espaços duplos, texto desalinhado entre as páginas, linhas viúvas e órfãs etc. Concomitantemente a esse processo, a capa do livro está sendo pensada e elaborada.
Enfim fechado as correções e o material a ser impresso, o arquivo em pdf. (gerado pelo InDesign) é enviado para a gráfica para que ela nos envie uma “prova digital”, ou seja, um protótipo daquilo que será impresso posteriormente em larga escala. Esse teste é fundamental para identificar se há algum erro de paginação, de layout, de cores etc, ou se alguma coisa passou despercebida ao longo do processo.
Conferido e, caso necessário, corrigidos os problemas, a prova é devolvida para gráfica assinada e com uma autorização para impressão, cuja tiragem (a quantidade total de livros) e o período para a mesma está pré-estabelecido pelo contrato.
Por fim, a Editora recebe os exemplares embalados para que sejam vendidos na Livraria UFRJ e distribuídos para outras livrarias e bibliotecas ao redor do Brasil.
EG: Qual é a forma de impressão utilizada pela editora?
 LA: Aqui, não é a própria Editora UFRJ que imprime seus livros, mas sim gráficas contratadas por meio de licitações anuais, onde, através de um pregão online, as empresas que fornecerem o melhor custo-benefício são selecionadas – contanto que cumpram tecnicamente com as especificações pré-estabelecidas pela Editora no Edital. Geralmente requisitamos impressão offset e encadernação em brochura (cola e costura).

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